quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Educação baseada no respeito

Sou apaixonada pela educação e tudo que a envolve. O crescimento mútuo, a interação com outros, o ensinar e o aprender...
Como educadora, a minha maior luta é pelo respeito. Respeito em todos os aspectos. Respeito às diferenças sociais, respeito pela orientação sexual, respeito às diferentes crenças, etnias. Respeito aos deficientes físicos, as diferentes opiniões, enfim, RESPEITO.
Mas onde começa o respeito? Respeito começa em casa, no seio da família (independente do modelo de família).
Eu acredito que o respeito é uma das chaves na construção de uma sociedade mais tolerante.
Neste texto que postei, o autor trata de uma forma simples a questão do respeito.
Eu diria, ao final do texto, que não só os filhos e professores agradecem, mas toda a sociedade.
Por Francisco Gomes
Sem dúvida, a educação passa pela família. Pais e educadores sabem muito bem disso. É fácil perceber numa sala de aula o modelo de educação que cada um traz de casa. Mesmo sem conhecer a família, é possível traçar um perfil de como são os pais de determinado aluno. De acordo com o padre Nadir José Brun, da Paróquia de Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, “somente casais felizes é que poderiam colocar filhos no mundo. Muito sofrimento na face da Terra vem de filhos gerados sem o amor verdadeiro de seus pais. Esses pais, que se agridem, que maltratam os filhos que geraram, não têm o direito de colocar outros no mundo. Os filhos serão felizes à medida que tiverem pais felizes, pais que se respeitam, pais que se entreajudam, pais que perdoam, pais unidos É importante ressaltar que quando falamos de casais felizes não estamos nos referindo a casais ricos ou pobres; estamos tratando de pessoas felizes. Pessoas que ajudam em vez de criticar, que perdoam em vez de magoar, cooperam em vez de competir. Pessoas honestas, bondosas, humildes, que tratam as outras com respeito e amor. São essas pessoas os bons exemplos aos filhos. Fico indignado como alguns pais ainda hoje tratam seus filhos com agressões. Xingam e humilham; tudo isso em nome da educação. Dizem que estão mostrando o que é o certo. Podem até estar indicando o caminho correto, mas da maneira errada. Maltratando os filhos os pais estão reproduzindo esse modelo de punição. Por medo dela, os filhos podem até não repetir determinado comportamento, mas apenas enquanto forem crianças. A pergunta é: mas, e quando se tornarem adultos e não tiverem mais a sombra da punição dos pais por perto? Imagine qual será o comportamento dessa criança na escola, quando contrariada pelo colega ou pela professora? Dá para esperar uma atitude diferente? E quando crescer, com o seu companheiro(a) e seus filhos? Estará repetindo o que sempre presenciou em casa. Cada um de nós só pode oferecer o que tem ou o que recebeu. Esse cenário merece reflexão. Os pais devem se perguntar sempre se conversam e ouvem os filhos, se sabem o que os filhos pensam e que sonhos têm. É importante pensar em que exemplo esse filho recebe em casa, lembrando que educação é gostar das pessoas e tratá-las com respeito. Cada um deve pensar nisso e não considerar a educação baseada no respeito um processo impossível. Vale a pena experimentá-la, sem desânimo e sem se esquecer de que uma jornada de 200 quilômetros começa com um simples passo. Os filhos e os professores agradecem.

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